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CAMINHOS DE FÁTIMA 2008
1º Dia – 25/04/2008
Eram 5 da manhã e toca o despertador, finalmente tinha chegado o tão esperado dia, de um salto levanto-me e vou ultimar os pormenores para esta aventura. O dia começa com um bom pequeno-almoço, que muitos chamariam normalmente de almoço, pois aquele esparguete à bolonhesa soube muito bem independentemente da hora madrugadora à que foi comido.
O 1º ponto de encontro foi em Sta. Marta, por volta das 6:30, (Tomac, Nazgul, RS e Morgas), arrancámos daí até ao Parque das Nações, onde já andavam o João e o Zé a fazer aquecimentos. Montadas as bikes e feitas as verificações finais arrancámos para a aventura eram 7:00 da matina.
Ao chegarmos à 1ª placa dos “Caminhos de Fátima” encontrámos o Grupo de BTT – Sobe Sobe e Desce (SSD) que nos acompanhou na 1ª parte do percurso. Os primeiros trilhos mostraram-se muito rolantes, mas iam deixando o aviso, da lama que mais à frente íamos apanhar.
O primeiro reabastecimento foi feito em Vila Franca de Xira, junto à Praça de Touros, paragem curta para repor algumas forças. Arrancámos em direcção à Azambuja, onde podemos desfrutar das Estrada das Lezírias, local muito bonito como podemos observar nas fotos.
Eis chegada a primeira dificuldade, o atravessamento dos terrenos de cultivo mostrou-se algo complicado pois os estradões estavam transformados em autênticas piscinas de lama, defendidas ferozmente pelas silvas nas suas margens, que só nos deixavam a hipótese de ir por dentro de água/lama.
Passada a dificuldade retomámos a calmaria do percurso, sempre plano e com bom piso, apenas o Sol já anunciava que não ia dar tréguas, chegámos a Valada do Ribatejo, local onde fizemos o 2º reabastecimento na companhia dos SSD, existiu neste reabastecimento a preocupação de arranjar água fresca, pois já se sentia muito calor e também aproveitámos para dar uma lavagem nas bikes que ainda traziam lama das lezírias.
Partimos em direcção a Santarém, com uma das paisagens mais bonitas do percurso, esta ligação fez-se rapidamente, pois os estradões largos e com bom piso permitiram aumentar um pouco a média que por esta altura rondava os 18km/h.
Chegámos à primeira subida do dia, subida para Santarém, faziam-se sentir uns agradáveis 43ºC, e todos nós vínhamos em “brasa”, quando a meio da subida eis que surge a baptizada “Fonte Santa”, claro está que aquele “oásis no meio do deserto” nos fez parar para arrefecermos o corpo e revigorar forças para o resto da subida.
Chegados ao centro de Santarém efectuamos mais um reabastecimento, este um pouco mais alargado, pois já se fazia sentir nos estômagos o aproximar da hora de almoço. Arrancámos já com a barriguinha composta em direcção a Olhos D’Água, começámos a apanhar os primeiros desníveis do terreno e o constante sobe e desce começou a ser banal, isto tudo agravado pelo intenso calor que se fazia sentir, e sombras poucas, muito poucas.
Olhos D’Água, excelente local, muito bonito, infelizmente ainda se fazia notar a passagem do tornado por esta zona. Não fosse o avançar da hora e teríamos dado um mergulho naquela água límpida do Alviela. Reposta a água nos “Camel Bag” partimos em direcção à parte mais difícil do percurso.
E para quem tivesse dúvidas, que seria a parte mais complicada, a saída de Olhos D’Água mostrou logo o que apanharíamos daí para a frente, subidas duras, íngremes e com mau piso, estávamos no PNSAC e o calor continuava a não dar tréguas.
Na chegada a Covão do Feto, local onde deixaríamos os “Caminhos de Fátima” e rumaríamos em direcção à Serra de Stº António ao encontro das nossas “Marias” que já nos esperavam na residencial onde passaríamos a noite, já se faziam sentir os 110km nas pernas e não é que aquela povoação era sempre a subir, diria mais aquilo era uma “parede”. Efectuamos mais um reabastecimento no topo desta aldeia, com uma paisagem espectacular.
Agora começa o calvário, chegados à Serra de Sto. António, já após umas subidas longas e devastadoras somos informados por um habitante local que a Residencial ainda se encontrava longe, teríamos que subir ainda mais um pouco até junto das Grutas de Sto. António. Em condições normais teriam sido subidas para ultrapassar sem grande dificuldade, mas quando já temos 120km nas pernas e quase 1300m de acumulado, as subidas tornam-se “paredes”.
Chegámos enfim, após 11 horas decorridas da nossa partida de Lisboa, seguiu-se a lavagem de bikes o merecido banho. Ás 20:30 estávamos prontos para o jantar que se relevou espectacular, muita e boa comida. Estavam repostas as forças para o 2º dia.
2º Dia – 26/04/2008
Alvorada, estávamos todos ansiosos por partir, afinal é hoje que consagraríamos a nossa aventura com a chegada ao Santuário de Fátima. Pequeno-almoço tomado, bikes prontas e partimos, agora 7, pois juntou-se a nós mais um companheiro de pedalada, quem sabe um futuro “malteser”.
Começamos o dia a descer e que descida, 80km/h no meu velocímetro, alucinante. Após a esta descida em direcção a Alvados seguimos a bom ritmo mas sempre em amena cavaqueira até Fátima.
Chegada ao Santuário, conseguimos!!! Somos os vencedores da nossa própria aventura.
Após as fotos da praxe, fomos tomar banho nas instalações do G.D.Fátima, a quem deixo um agradecimento pela forma como nos recebeu. Banhos tomados, rumámos já de carro, em direcção à estação de comboios de Fátima onde deixamos o nosso companheiro R.S e a sua cara metade, a Catarina, que por motivos pessoais tiveram de regressar mais cedo a Lisboa.
Os restantes rumaram em direcção a Almeirim local onde nos deliciámos com uma fabulosa Sopa da Pedra, um obrigado ao João pois foi ele a recomendar o restaurante. Eram umas 16:30 quando resolvemos regressar a Lisboa e já com a tristeza de saber que esta aventura estava a acabar. Mas muitas outras irão existir.
Obrigado a todos por estes dois fabulosos dias.
HMorgado
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